Eu estava na esperança de que poderia voltar com um bom texto quando passasse a semana maldita que falei no último post. Eu estava redondamente enganada.
Outubro está quase acabando e eu nunca havia quebrado tanto a cara como nesse mês. Foram várias experiências de jornalismo, de família e até uma paixão-relâmpago. Vendo pelo lado bom, esses tapas na cara que levei da vida me fizeram abrir os olhos para algumas trivialidades que eu nunca tinha dado a atenção merecida. E por mais que tudo vá se complicando, adquiri a capacidade de não entrar em pânico. Eu não sei se a vida é para ser assim, mas estou mais tranquila a cada dia. Me sinto, de certa forma, mais habilidosa para tomar decisões.
Mudando de assunto, quando entramos na vida acadêmica, muitas coisas mudam. A turma que nos foi companheira desde o ensino fundamental, já não é mais cotidiano. Surgem muitas pessoas novas, não sabemos a quem nos associar. É muito susto para entender muitas personalidades, tudo é muito novo. No fim das contas, o tempo passa um pouco e no final do semestre já nos agregamos aos nossos iguais (ou aos nossos parecidos). Eu me associei ao meu igual ao contrário. O ruim é que, muito independentemente da nossa vontade, as pessoas precisam ir e vir do nosso dia a dia, sair de perto de nós tão subitamente quanto chegaram.
Não me arrependo, de forma alguma, de ter me apegado tanto. Tenho certeza de que ficará para sempre na minha memória o dia em que você disse que compactuava com as minhas idéias, e eu te disse para sentar mais perto na sala de aula. Ficarei muito feliz em vê-lo abrir as asas e voar acima do mundo, mas tão intensamente sentirei saudade de ti daqui do solo. Voa, Peter Pan.
Mudando de assunto, por mais que eu tente distanciar as coisas, parei para pensar em quantas questões estéticas são a cola da minha personalidade. Caí no entendimento de que caráter não é só a forma como pensamos, como agimos diante de adversidades. Caráter é tudo aquilo que nos torna quem somos, e isso inclui a 'capa'. De repente, me deu uma vontade louca de cortar meu cabelo na altura do ombro. Talvez isso seja por que comprei um óculos de sol com armação de plástico colorida. E me dei conta de que um cabelo colorido e curto e um óculos de zebrinha estariam totalmente fora do contexto, por exemplo, no mais brasileiro dos contextos da minha vida, o estádio. Por isso eu acho que agora está bom assim. Se eu sou feliz com o que sou, não há razão para que eu tome medidas tão dramaticamente grandes. Aliás, eu acho que não tenho um contexto, eu me insiro num infinito deles. E eu acho que você também consegue. Eu não sei qual é a receita, e sinceramente espero que você descubra qual é a sua.
Se tem uma coisa que precisamos aprender da vida, é ter mais paciência. Não entrar em desespero quando se está cansada. Não chorar quando o editor te pede pra mudar o texto na hora do fechamento. Não provocar uma explosão nuclear se ele não ligar no dia seguinte. Não desmaiar ao dizer adeus, ao que for. Eu acho que estou aprendendo uma coisa muito valiosa: tudo tem seu tempo, tudo tem seu lugar, tudo tem sua hora. Você não precisa ser forte o tempo todo, mas não precisa tolerar tudo. Decida quais são os seus valores.
Vou encerrar o post aqui, estou super com dor de cabeça.
Bom final de semana.

"Viver
E não ter vergonha de ser feliz
Cantar (e cantar, e cantar)
A beleza de ser um eterno aprendiz
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida podia ser bem melhor (e será)
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"
Um comentário:
Seu texto causa indentificação, o que é ótimo,mas mesmo que não causasse eu não poderia deixar de elogiá-la pelo seu amadurecimento, exposto em palavra e vida.Espero continuar nessa caminhada perto de ti e que possamos amadurecer juntas, rindo de nossos erros e continuando sempre,sempre em frente.Não revenciar o tempo quando aprendemos o que ele significa é muito difícil,não se apegar ás pessoas com que eles nos presenteia,é impossível.Grata,
Abraço.
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