segunda-feira, 18 de julho de 2011

02:21 am

Oi!

Sei que prometi uma postagem minha por semana nessas férias, mas antes de tudo, preciso colocar esse pequeno texto do Arnaldo Jabor:

"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada. Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!E não se esqueça...Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho."

Pronto, falei, hehe.

Mudando de assunto, a semana que passou foi um tanto agitada.
Retornei à indagação sobre as 'pessoas de não'. Tenho certeza que vocês conhecem alguém de não. São aqueles que sempre vem primeiro para dizer que algo não vai dar certo. Que tá errado. Que você não entendeu nada. Que não é bem assim. Eu conheço várias, bem perto de mim, inclusive. As pessoas de não, de certa forma,torcem pela derrota, ainda que inconscientemente. É difícil entender, mas parece que nas origens das pessoas de não estejam intrínsecas a inveja e a amargura. As pessoas de não jamais estarão abertas a uma idéia inovadora, porque não vai dar certo. Você reconhece uma pessoa de não de longe, por que ela é chata e impaciente. Em geral, quem cai nas garras das pessoas de não, são as pessoas de talvez. Meias pessoas, na verdade. Pessoas de talvez são um pouco pessoas, não muito. Pessoas de talvez não buscam a vitória nem enfrentam a derrota. Apenas misturam-se na multidão. Eu acho que as pessoas, todas elas, deveriam buscar um mínimo de sim. As pessoas de sim são as que sabem o significado de ousadia e coragem. As pessoas de sim esperam o sucesso alheio para ter inspiração para o seu próprio sucesso, e tudo vira uma grande festa. A parte mais legal das pessoas de sim é que elas conhecem os seus limites, e por isso não tem medo de correr atrás de nada.
Decida-se.

Mudando de assunto, ontem assisti a um filme chamado Capote (por Bennet Miller, 2005). Trata-se de um drama biográfico que narra a história de Truman Capote e sua pesquisa para escrever o livro A sangue frio. A obra traz detalhadamente o assassinato de uma família no interior do Kansas. Para o processo de redação, Truman fez um longo trabalho de observação de artigos relacionados à família. O que mais me chama a atenção é que a principal fonte é um dos assassinos, Perry Smith. Ele e Truman estabelecem uma relação de confiança mútua emocionante. O filme me trouxe várias reflexões. Em muitos pontos, me identifiquei com Truman. Ele é completamente sensível, tratando o novo jornalismo como paixão, e não profissão. O tempo todo Truman deixa transparecer seu tratamento da informação como viveza, e não somente objeto de trabalho.
Tenho certeza de que encontrei inspiração. Em meados de maio, passei por um período de dúvidas profundas sobre o jornalismo. Existe, sim, a parte onde você precisa ser inconveniente. Mais uma vez, vi que isso só depende da forma como a matéria será trabalhada, e por isso o novo jornalismo vem me deslumbrando. Sei que por hora é isso mesmo que quero fazer.



Boa semana pra vocês.
Beijos, crápulas.

PS. Pedro, me deve uma visita.

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