Escrevo, nessa hora dourada, comovida; com uma emoção fortíssima à superfície da campina de meu coração. O céu está fresco e asseado, e o sol luz como tinta fresca. Uma canção no rádio brada que cada criatura é livre para ser quem quiser. Exclama, ainda, que cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. Mas ainda assim, leva um pouco de nós e nos deixa um pouco de si. Estalando como uma constante língua de fogo, sem emitir calor.
Saindo de Porto Alegre na direção de casa, sinto que estou deixando para trás, apesar de momentaneamente, o crepúsculo mais formoso e tranquilo que já vi. Harmônico, distinto, aprazível. Impassível, ornado em ouro. Tão memorial quanto este tempo; cegando minha busca pelas palavras capazes de descrever tal magnitude.
É uma imagem que torna minha alma êxtase. Apesar de simples, de todo majestoso.
Consegui uma fotografia incrível, mesmo sabendo que jamais haverá gravura capaz de reproduzir a majestade da ocasião.
2 comentários:
Simplesmente magistral seu texto^^
Ei, quero saber que música é essa: Uma canção no rádio brada que cada criatura é livre para ser quem quiser. Exclama, ainda, que cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. Mas ainda assim, leva um pouco de nós e nos deixa um pouco de si.
Muito bom!
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